POR UM APRENDIZADO PARA A MORTE E O MORRER

AS IGREJAS PROTESTANTES E A PREPARAÇÃO PARA A MORTE

  • Jailza Silva Santos Magalhães

Resumo

A morte, na perspectiva cristã, em especial para os protestantes históricos é o “destino universal dos homens.” (SCHMITT, 1988. p.729). Para cristianismo, somente Deus é vivo e imortal, e a morte humana é consequência da desobediência do homem a este Deus. Então, segundo Schmitt a morte é uma força maligna e inimiga de Deus, que foi submetida ao poder do diabo. Isto faz da morte uma condenação, uma punição pela desobediência do homem. As religiões segundo Usarki (2006) cumprem “funções individuais e sociais”. Isto é, elas trazem sentido à vida de indivíduos, alimentando-os de esperança para o futuro, como também legitima e estabilizam sociedades. As religiões têm ainda como função integrar socialmente as pessoas. A morte, como elemento religioso passa a ser um elemento de esperança e fator integrador de grupos. No pensar de Kübler-Ross (2000), em seus escritos “Sobre a morte e o morrer”, afirma que “Se não podemos negar a morte, pelo menos podemos tentar domina-la”. Essa dominação perpassa pelo fato de estar em busca de uma “educação para a morte” (MARQUES, 2013). A partir dessas questões abordadas por estas duas escritoras e outros que tratam da temática a “Morte e o Morrer”, surgem questionamentos, como: Os fiéis em igrejas protestantes históricas tem buscado esse aprendizado? Se afirmativo, através de que forma? Se negativo por que não se trata do assunto pedagogicamente? E mais ainda, como a morte têm sido encarada ou tratada como elemento pedagógico nas igrejas protestantes históricas?

Biografia do Autor

Jailza Silva Santos Magalhães

Assistente Social - Mestra em Ciências da Religião. Email: jailzamagalhães@gmail.com

Referências

BÍBLIA SAGRADA. Tradução de João Ferreira de Almeida. Rev. At. 2ª. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2011.
CIPRIANI, Roberto. Manual de sociologia da religião. São Paulo: Paulus, 2007.
GIACOIA JUNIOR, Oswaldo. A visão da morte ao longo do tempo. Medicina, v. 38, p. 13-19, Ribeirão Preto, 2005, Disponível em: Aceso em 01de jul. 2014.

KÜBLER-ROSS, Elizabeth. Sobre a morte e o morrer. 8. Ed.. Martins Fontes, São Paulo, 2000.

MARQUES, Patrícia Regina Moreira. Pedagogia da Morte: a importância da educação sobre o luto nas escolas. São Paulo: Fonte Editorial, 2013.

SCHIMITT, E. Morte. In: BAUER, Johannes B. (org.). Dicionário de Teologia Bíblica. Tradução de Helmuth Alfredo Simon. 4. ed. São Paulo: Loyola, 1988. p. 729-733. v. 2.

SOUTO, Enedina Maria Soares; MAGALHÃES FILHO, José Rômulo de. Descanso eterno, dai-nos senhor: ritos de morte e discursos entre os cristãos católicos romanos e protestantes. In: MOREIRA , Alberto Da Silva et. all. (orgs.). ANAIS GT22... VII Congresso Internacional Em Ciências da Religião: A Religião Entre o Espetáculo e a Intimidade – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, Goiânia, PUC-GO, 2014, p. 3-14. Disponível em: . Aceso em 02 de jul. 2014.
USARSKI, Frank. Constituintes da Ciência da Religião: cinco ensaios e prol de uma disciplina autônoma. São Paulo: Paulinas, 2006. (Coleção Repensando a Religião)
Publicado
2018-09-24